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12 de setembro de 2011

SÍNDROME DE PÂNICO: MEDO DO MEDO

Está tudo correndo as mil maravilhas. De repente, seus olhos embaçaram, você fica meio tonto, a respiração começa a faltar, o pavor toma conta do seu corpo e você começa a se sentir como se não tivesse no real, sem saber aonde vai e muito menos, o que está acontecendo.
As pernas ficam trêmulas, boca seca, surge uma transpiração de repente. Daí você começa a ficar com muito medo, perde a concentração, o coração começa a disparar cada vez mais forte e o medo de morrer é inevitável.
Esses sentimentos são muito maiores que você??
Calma! Isso chama-se Síndrome do Pânico.
A Síndrome do Pânico é um transtorno psicológico caracterizada pela ocorrência de inesperadas crises de pânico e por uma expectativa ansiosa de ter novas crises.
Essas crises, geralmente, acontecem de repente, de forma súbita e vêm acompanhadas por uma sensação de catástrofe. A intensidade dessas crises e a freqüência vão variar de indivíduo para indivíduo e sua duração também é muito variável. No geral, duram apenas minutos.  
Essa síndrome acomete ambos os sexos. Muito embora, estudos já revelados apontam a síndrome de pânico, principalmente, nas mulheres. Mas, pessoas do sexo masculino também sofrem com o problema. É muito comum ocorrer no final da adolescência. Contudo, pode ocorrer em qualquer idade.
Quando a pessoa passa pela primeira crise, é muito comum o medo e a ansiedade antecipada de ter outra parecida. Ela passa a ter medo de sentir tudo novamente. E começa a se comportar de uma forma controladora, controlando, inclusive, seus simples atos, como por exemplo, evitando lugares, pessoas, situações que possam colocá-la novamente em pânico. É o que chamamos de fobia.
Os portadores de pânico, muitas vezes são vistos como medrosos, fracos, impacientes. Isso ocorre pelo fato de o mesmo consultar vários especialistas, fazer todos os exames e nada é detectado.  
O estresse é um dos principais causadores deste problema. Pesquisas feitas revelam que 80% das crises de pânico têm como fator principal o estresse. As drogas - desde os energéticos até as ilícitas - também representam um risco enorme para o desencadeamento da síndrome.
Geralmente, uma crise de pânico, se inicia com o disparo do coração. Isso pode acontecer quando a pessoa está numa situação de pura calmaria, ou seja, em casa, vendo televisão, com amigos conversando, fazendo exercícios físicos, e, às vezes, até deitado.
O coração parece que vai sair pela boca e uma sensação terrível de medo surge do nada. A pessoa acha que vai passar mal, ter ataque cardíaco e com certeza vai morrer. Horrível!!
Tais sensações angustiantes narradas pelo portador dessa síndrome, duram cerca dez minutos. É o chamado ataque de pânico.
Portanto, se esta pessoa apresentar um único ataque seguido de medo de ter outro ou se os ataques se repetirem ela desenvolve o Transtorno de Pânico.
Vamos com mais detalhes aos sintomas da síndrome do pânico: Taquicardia, embaçamento da visão, sudorese, falta de ar, boca seca, dificuldade de engolir, tremor, formigamentos, fraqueza nas pernas, desconforto abdominal, ondas de calor e frio, tontura, sensação que vai desmaiar, ter um enfarto, derrame, pressão na cabeça, sensação que o ambiente é estranho (perigoso), perigo de morte, medo de sair de casa, medo de fazer as coisas mais simples como viajar, dirigir, ir a lugares com muita gente, cinema, feiras e etc. Só em pensar em situações como estas, logo ativa um medo em relação às reações que começam a ocorrer no corpo.
Durante a crise, surge na mente da pessoa uma série de interpretações  negativas sobre o que está ocorrendo.
Para entender melhor: no pânico, o corpo reage como se estivesse correndo perigo constantemente. Porém, não há nada que justifique esta reação. Isso causa muita ansiedade e frustração frente a essas sensações inexplicáveis do seu próprio corpo. E, principalmente frente à sensação que sai de dentro de você.
Muitos confundem o pânico com a fobia. Na fobia, a pessoa teme uma situação, como o medo de altura. No pânico, teme-se o que ocorre no próprio corpo.
Existe a síndrome de pânico com agorafobia e outra sem agorafobia.
Agorafobia é o comportamento de evitação, provocado por lugares ou situações onde escapar seria difícil ou embaraçoso caso se tenha uma crise de pânico. É sentir completamente sozinho, quando se está no meio de uma multidão. A pessoa com pânico geralmente conhece a sensação de "estar ausente", desconectada, se sentindo distante mesmo de quem está ao seu lado.
Indivíduos que sofrem com o pânico com agorafobia, sentem-se mais seguras quando elegem alguém para sua companhia, alguém em quem confia. Esta pessoa é como se fosse seu porto seguro.
Assim, a pessoa pode algumas vezes se sentir protegida com a presença de alguém de sua confiança, mas acaba voltando ao estado de vulnerabilidade tão logo esta pessoa se afaste ou ela perca a conexão.
Todos estamos sujeitos a ter uma crise de pânico, principalmente, quando estamos expostos a situações extremas de estresse ou estamos vulneráveis. É uma experiência muito traumática. E, quando se vive uma experiência traumática, significa que ela ficou registrada na memória emocional que a partir daí passa a disparar automaticamente. E, quando aparece alguma reação parecida logo se inicia uma nova crise de pânico.
Ter um temperamento mais ansioso, ter vivido ansiedade de separação na infância, ter sido criado por pais ansiosos, etc., são fatores que torna uma pessoa vulnerável a desenvolver um transtorno de pânico. Tensão em decorrência de uma a raiva, enjôo de algo que não caiu bem no estômago, uma noite mal dormida, a tristeza, enfim, todos os espectros das sensações e sentimentos podem ser equivocadamente interpretados como indícios de uma crise de pânico, levando a pessoa a se assustar e assim, sentir medo do medo, e ter uma crise.
A interpretação equivocada das reações e sensações do próprio corpo, faz com que o individuo sinta, a todo momento, a sensação que vai ter um ataque cardíaco, que está doente, que vai desmaiar, que vai morrer, etc. É, vive ansiosamente. Muitas vezes ele está em situações prazerosas e divertidas, que poderia despertar alegria, mas se sente ansioso. Até mesmo numa situação que provocaria raiva, ele também se sente ansioso.
É uma situação muita comprometedora, pois a pessoa se sente ameaçada pelo seu corpo. Essa desconfiança no próprio corpo, a leva a uma experiência de extrema fragilidade.
Numa crise de pânico, a pessoa reage frente aquilo que seu cérebro interpreta como um perigo. Não há um perigo real, apenas uma hiperativação do circuito do medo, que dispara um alarme na presença de algumas reações corporais. A presença destes gatilhos corporais, pode disparar ansiedade mesmo quando a pessoa não tem consciência deles.
A ansiedade é tão grande que a pessoas chega a se projetar em situações futuras como "e se acontecer... eu vou ter... vai acontecer... vou passar mal...". Assim, se vive a maior parte do tempo tomada por graus variados de ansiedade.
Dispomos de dois processos de regulação emocional. A autoregulação e regulação pelo vínculo. Com a autoregulação, podemos regular nosso estado interno, contendo ou movimentando nosso emocional;
Através da regulação pelo vínculo, podemos influenciar reciprocamente a fisiologia e os afetos um do outro e assim podemos nos acalmar e nos regular nos relacionamentos com pessoas de nossa confiança.
Pessoas que sofrem com a síndrome do pânico têm problemas nos dois processos, ou seja, na capacidade de autoregulação como no processo de regulação pelos vínculos.
No tratamento da síndrome de pânico são utilizados medicações como antidepressivos, bem como o acompanhamento de psicoterapia comportamental e cognitiva, que é definida como sendo o processo que auxilia as pessoas nas resoluções de problemas e a entender melhor como funciona sua psiquê.
Uma combinação de objetivos é a melhor solução para o sucesso no tratamento eficaz.
Especialistas afirmam que os melhores resultados são obtidos quando o tratamento contempla os seguintes objetivos: compreender o processo do pânico, desenvolver a capacidade de autoregulação, mais tolerância à excitação interna, desenvolver a capacidade de regulação pelo vínculo e a elaboração dos processos de vida que levaram ao pânico.
Quando há o uso de medicação é evidente algumas ponderações. É necessário saber que a medicação não ensina como o indivíduo pode influenciar seus estados internos e assim superar o sentimento de impotência que o pânico traz. Ela também não ensina a pessoa a compreender os sentimentos desencadeantes das crises de pânico e não ajuda a pessoa a perder o medo de seu corpo e das reações do mesmo, bem como compreender melhor seus sentimentos. Portanto, quando utilizada, é vista como auxiliar do tratamento psicológico.
Especialistas utilizam técnicas de autogerenciamento para manejar os níveis de ansiedade e controlar as crises. Ao mesmo tempo, trabalham as questões psicológicas.
 Tratar a síndrome de pânico só com medicação é considerada uma forma muito precária. Pois, o risco de uma recaída é muito maior do que quando há um tratamento psicológico.
 Para uma pessoa ficar boa do pânico não basta controlar as crises: é necessário integrar as sensações e sentimentos que estavam disparando as crises. A melhora surge quando o indivíduo torna-se capaz de identificar seu corpo, de influenciar seus estados internos, de sentir-se conectado com os outros à sua volta, de lidar com os seus sentimentos internos.
Outros recursos ajudam a aumentar a tolerância à excitação interna, bem como na familiarização com as reações do corpo, as emoções e sentimentos. Desta forma, é importante que a pessoa saiba ensinar ao seu cérebro como as sensações corporais não são perigosas e que a ansiedade é apenas uma emoção, que expressa uma expectativa de perigo, mas não trata-se de um perigo real.
Superar o pânico pode ser uma grande oportunidade de crescimento pessoal. Não esqueça que você não estará sozinho. Perceba a necessidade de procurar o auxílio de um ESPECIALISTA NO ASSUNTO, QUE É O PSICÓLOGO.
Lembre-se: um bom especialista, o entrosamento e a vontade de se curar, são fundamentais para o tratamento.

Sites consultados:
http://www.psicoterapia.psc.br/scarpato/panico.html
www.psicologopsicoterapia.com.br

2 comentários:

Jeferson Cardoso disse...

Rosélia, eu sou fisioterapeuta e já trabalhei com pessoas que tinham, entre outros problemas físicos, a síndrome do pânico. Na fase aguda, conforme descreveu, é triste até de ver como fica a pessoa, ou ouvir o seu relato. Parabéns pelo texto que aqui disponibilizou, é bastante esclarecedor.
Rosélia, eu não posso deixar de dizer que fiquei muito envaidecido por seu doce comentário em minha prosa poética. Obrigado, linda! Um grande abraço do amigo blogueiro!

claudia cabral disse...

amiga adorei esse espaço ,pq mim esclareceu um pouco d q sinto ,sobre a sindrome,como vc sabe ,tenho depre e a sindrome junto e é muito dificil ,tem q ser forte ,adorei amiga xero e saudade d vc grande amiga.

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Bjussss Rosélia Santos.